Por que a carteira ativa vale mais que a venda do mês

Cota cancelada é venda que se desfaz. Veja o que mantém a carteira ativa e um roteiro de pós-venda do primeiro boleto à contemplação.

Fechar uma venda de consórcio dá uma sensação boa. A proposta foi assinada, o primeiro boleto saiu, o número entrou na meta do mês. Só que essa venda ainda não terminou. Ela só se confirma nos meses seguintes, quando o cliente continua pagando e continua no grupo.

Segundo dados da ConKey, 95% das cotas vendidas pela ConKey permanecem ativas, contra uma média de mercado de 42%. Olhe para o número do mercado com calma: se menos da metade das cotas segue ativa, uma parte grande do que se vende todo mês se desfaz pelo caminho. Quem vende consórcio e não acompanha isso está medindo o resultado errado.

Cota cancelada é venda que se desfaz

Quando um cliente desiste ou para de pagar, o prejuízo não fica só com ele. Para você, o custo aparece de várias formas, e quase nenhuma entra na planilha do mês.

  • Desgaste com o cliente. Quem sai frustrado de um consórcio raramente volta a comprar com você e dificilmente indica alguém.
  • Retrabalho. Ligações para entender o atraso, renegociação, explicação do que deveria ter ficado claro na venda. Tempo que sai da prospecção.
  • Reputação. Em cidades menores e em nichos, todo mundo conversa. Um cliente insatisfeito circula mais do que três satisfeitos.
  • Comissão. Dependendo das regras da administradora e do seu contrato, parte da comissão pode estar ligada à permanência do cliente no grupo. Confira as condições com quem você trabalha, porque uma venda que cancela cedo pode não sustentar o valor que você contava receber.

Somando tudo, uma venda que cancela no terceiro mês pode custar mais do que não ter vendido.

Uma venda só vira resultado quando a cota continua ativa. Até lá, é um compromisso que você ainda está cumprindo.

A permanência começa antes da assinatura

Boa parte dos cancelamentos nasce na própria venda. O cliente comprou achando uma coisa e descobriu outra depois. Por isso o primeiro passo para manter a cota ativa é vender bem.

Antes de fechar, garanta que o cliente entendeu, com as próprias palavras, quatro pontos:

  1. Prazo. Quantos meses o grupo dura e o que significa ficar até o fim.
  2. Parcela. Quanto vai pagar, se a parcela cabe no orçamento com folga e como ela pode ser reajustada ao longo do plano.
  3. Custos. Consórcio não tem juros, mas tem taxa de administração, e pode haver fundo de reserva e seguro. Mostre isso na simulação, não deixe para o contrato.
  4. Contemplação. Acontece por sorteio ou por lance. Ninguém pode garantir quando o cliente vai ser contemplado, e isso precisa ser dito sem rodeio.

Um teste simples: peça para o cliente explicar de volta como funciona a contemplação. Se ele responder algo como “daqui a uns meses eu pego a carta”, a venda ainda não está pronta.

Expectativa alinhada evita a desistência silenciosa

O cliente que cancela quase nunca avisa antes. Ele deixa de pagar um boleto, depois outro. Por trás disso costuma estar uma expectativa que não se cumpriu: achou que seria contemplado rápido, não entendeu como funciona o lance, se assustou com um reajuste.

Alinhar expectativa é falar do cenário real. Se o objetivo do cliente é usar a carta em pouco tempo, conversem sobre lance desde o início: de onde viria o recurso, quanto ele consegue ofertar, o que acontece se o lance não for vencedor. Se ele não tem como dar lance, deixe claro que a contemplação vai depender do sorteio, e que isso pode levar tempo.

Cliente que sabe o que esperar aguenta melhor os meses sem contemplação. Cliente que foi embalado por promessa vai embora depois de algumas assembleias sem ouvir o próprio nome.

Roteiro prático de pós-venda

Acompanhamento não precisa ser complicado. Precisa ser constante e ter dia marcado. Um roteiro simples, que cabe na rotina de um autônomo:

Nos primeiros 30 dias

  • Mande uma mensagem de boas-vindas logo após a confirmação da cota, com o resumo do que foi contratado: grupo, cota, prazo, valor da parcela e data de vencimento.
  • Confirme que o primeiro boleto chegou e foi pago. Se houver qualquer problema na emissão, resolva antes do vencimento.
  • Explique como o cliente acompanha as assembleias e onde ele vê o resultado.
  • Anote o objetivo do cliente com a carta (imóvel, carro, reforma, ampliação do negócio). Isso guia as próximas conversas.

A cada assembleia

  • Avise a data com antecedência, principalmente se o cliente pretende ofertar lance.
  • Depois do resultado, dê um retorno curto. Quem não foi contemplado também precisa ouvir de você, não só do extrato.
  • Confira se as parcelas estão em dia. Um atraso pego cedo é uma conversa; três atrasos acumulados são um problema.
  • Revise a estratégia de lance quando fizer sentido, sem pressionar e sem prometer resultado.

Na contemplação

  • Ligue, não mande só mensagem. É o momento mais importante da relação.
  • Explique os próximos passos: documentação, análise de crédito e garantias exigidas pela administradora.
  • Acompanhe o faturamento da carta até o bem ou o serviço ser liberado. Cliente que fica sozinho nessa etapa pode se perder entre documentos e prazos.
  • Com tudo concluído, peça um retorno sincero e, se a experiência foi boa, uma indicação.

Boleto e lance: onde o vendedor faz diferença

Dois assuntos concentram boa parte das dúvidas do cliente ao longo do plano: boleto e lance.

No boleto, o problema costuma ser operacional. O boleto não chegou, o e-mail mudou, o cliente perdeu o vencimento e não sabe como regularizar. Se ele tem a quem perguntar, resolve em minutos. Se não tem, o atraso vira hábito.

No lance, a dúvida é de estratégia. Quanto ofertar, quando ofertar, quais modalidades o grupo dele aceita. Aqui vale ter um simulador à mão e paciência para mostrar cenários, sempre deixando claro que lance não é garantia de contemplação.

Como medir a sua carteira

Se você só acompanha quanto vendeu, comece a olhar também para:

  • Quantas cotas vendidas nos últimos 12 meses seguem ativas.
  • Quantos clientes estão com parcela em atraso hoje.
  • Quantos contemplados já faturaram a carta.
  • Quantas vendas novas vieram de indicação de clientes da carteira.

Esses números dizem mais sobre a saúde da sua operação do que um mês de fechamento forte. E eles melhoram com o tempo, porque carteira bem cuidada gera indicação, e indicação costuma chegar com menos objeção.

O pós-venda no Modelo ConKey

No Modelo ConKey, o pós-venda é uma das quatro etapas da operação, ao lado do onboarding, da pré-venda e da venda. Ele inclui auditoria de 100% das vendas, um módulo de gestão de carteira e apoio especializado em lances, boletos, intercorrências e faturamento da carta contemplada. Assim você não precisa fazer esse acompanhamento sozinho nem montar o processo do zero. Para ver como cada etapa funciona, conheça o Modelo ConKey.

Inscreva-se para ficar por dentro e ser avisado com prioridade máxima assim que uma nova oportunidade surgir.

Inscreva-se para acessar nosso grupo da Black e receber a oferta especial.